Recentemente descobri que não possuo nada para chamar de meu. Ontem à noite agarrei uma mão na outra, a direita ainda com o esmalte que agora já foi retirado durante o banho e a esquerda com as unhas roídas. Apenas a esquerda, e não me pergunte o porquê. Sentia dores de cabeça e havia algo crescendo em minha garganta, como se estivesse prestes a soluçar, mas os soluços não vieram. Sentia gosto de sangue e ainda não sei se este viera de dentro de mim, subindo por meu esôfago e infectando meus pulmões com sua imundície avermelhada… ou se apenas mordi os lábios, como sempre. Recentemente descobri que possuo bruxismo e quase arranhei o médico quando este teve a audácia de chamar-me bruxa! Eis que apenas ranjo os dentes. E que barulho terrível será este? Não posso saber. Durmo.
  Recentemente descobri que minha insônia é fingida. Que posso muito bem dormir, se realmente quiser. Descobri que depois de horas revirando-me na cama, acabo me entregando para os pesadelos onde a vida real se intensifica. Esqueça essa coisa de que os pesadelos nos levam a algo irreal e terrível, algo que não poderíamos enfrentar nunca. Pesadelos não são assim. (Não para mim, de qualquer forma.) Pesadelos nos trazem a essa realidade podre de que quando estamos acordados, tentamos a todo o custo fugir. Esqueça essa coisa de que se pode conversar com o eu-você-nós do sonho. Não se belisca, não se joga água, não se grita e remexe para conseguir acordar. Persiste. Acorda. Continua. E dorme de novo. Boa sorte.
  Recentemente descobri que a palavra “recentemente” é linda. Esqueça essa coisa de “serendipidade”. Recentemente descobri que “recentemente” me faz suspirar. Significa que no último minuto, eu estava viva. Significa que nunca se sabe se no próximo minuto ainda estarei. Esqueça essa coisa de que se tropeça na vida para cair em algo maravilhoso. Sendo bem sincera, recentemente descobri que cair nunca é bom.
  Esqueça essa coisa de personagens. Essa dor é apenas minha. E não é que, no fim das contas, possuo alguma coisa?

Hannah Schröer

  Recentemente descobri que não possuo nada para chamar de meu. Ontem à noite agarrei uma mão na outra, a direita ainda com o esmalte que agora já foi retirado durante o banho e a esquerda com as unhas roídas. Apenas a esquerda, e não me pergunte o porquê. Sentia dores de cabeça e havia algo crescendo em minha garganta, como se estivesse prestes a soluçar, mas os soluços não vieram. Sentia gosto de sangue e ainda não sei se este viera de dentro de mim, subindo por meu esôfago e infectando meus pulmões com sua imundície avermelhada… ou se apenas mordi os lábios, como sempre. Recentemente descobri que possuo bruxismo e quase arranhei o médico quando este teve a audácia de chamar-me bruxa! Eis que apenas ranjo os dentes. E que barulho terrível será este? Não posso saber. Durmo.

  Recentemente descobri que minha insônia é fingida. Que posso muito bem dormir, se realmente quiser. Descobri que depois de horas revirando-me na cama, acabo me entregando para os pesadelos onde a vida real se intensifica. Esqueça essa coisa de que os pesadelos nos levam a algo irreal e terrível, algo que não poderíamos enfrentar nunca. Pesadelos não são assim. (Não para mim, de qualquer forma.) Pesadelos nos trazem a essa realidade podre de que quando estamos acordados, tentamos a todo o custo fugir. Esqueça essa coisa de que se pode conversar com o eu-você-nós do sonho. Não se belisca, não se joga água, não se grita e remexe para conseguir acordar. Persiste. Acorda. Continua. E dorme de novo. Boa sorte.

  Recentemente descobri que a palavra “recentemente” é linda. Esqueça essa coisa de “serendipidade”. Recentemente descobri que “recentemente” me faz suspirar. Significa que no último minuto, eu estava viva. Significa que nunca se sabe se no próximo minuto ainda estarei. Esqueça essa coisa de que se tropeça na vida para cair em algo maravilhoso. Sendo bem sincera, recentemente descobri que cair nunca é bom.

  Esqueça essa coisa de personagens. Essa dor é apenas minha. E não é que, no fim das contas, possuo alguma coisa?

Hannah Schröer

“ Amanhã pode ser tarde pra morrer. ”

─ Neemias Melo (via acoiteecruz) ─
  Ele me impede de comentar qualquer coisa. Vi seus olhos enegrecidos pela falta de luz, seus cabelos cacheados e seu hálito fresco roça em minha face. Ele sorriu. Sorriu um sorriso estranho, quase cruel. Ele parecia saber o que eu estava pensando e isso me assustava mais que qualquer coisa. Aquela telepatia que fingíamos ter mas a dele parecia real. 
    –  Você vai ir embora pela manhã, não vai? – ele me pega de surpresa.
  É óbvio que vou. Preciso.
    –  Não.    –  Por que mente na minha cara?    –  Se você sabe a resposta, por que pergunta?
  Ele roça os dedos em minhas costas, seguindo  o caminho de minha coluna vertebral, cada osso de meu frágil e magro corpo sentindo seus fortes e ágeis dedos. Sinto um profundo arrepio, sinto meus pelos eriçados, meus cabelos esparramados pela cama enquanto minha cabeça repousa em meus braços, o lençol tapando apenas minhas pernas. Ele havia dito algo, mas acho que não ouvi.
    –  O quê?    –  Eu disse que você parece estar com frio.
  Ele muda de assunto. Como se o fato não fosse o suficiente importante para que conversemos. Dormimos juntos por causa dele, o assunto. Senti cada extremidade minha clamando por seu corpo enquanto eu ainda tinha tempo. Espasmos, arrepios e suspiros enquanto nosso cheiro se misturava. Eu vi lágrimas brilhares em seus olhos e percebi que era uma péssima ideia. Tudo aquilo era uma terrível ideia.
  Chega uma hora em que a realidade te derruba. Acho que é coisa de artista. Passamos anos nos convencendo de que a vida é completamente diferente, passamos anos nos convencendo de que há um motivo por trás disso tudo, de que esses motivos nos levam a um lugar melhor, de que há algo melhor lá pra frente. Mas é tudo mentira.
    –  Não faço a menor ideia do que estou fazendo aqui. – eu sussurro, olhando-o nos olhos.
  Ele acena com a cabeça e coloca uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. O mínimo toque me arrepia. Sinto meus olhos brilharem com lágrimas e ele suspira.
    –  Quem é que tem?    –  Eu sei. Mas eu queria ter certeza de alguma coisa. Certeza de que na semana que vem—    –  Pare. – ele me interrompe e baixa os olhos.
  Ele continua negando. Minha falta de certeza o massacra, o rasga por dentro, eu sei disso. Mas que culpa eu tinha? Não eu. Não ele. Não havia culpa, não havia certeza, não havia nada. Eu estava perdida em um mundo que não me conhecia, não me entendia. Ele também. Seus cabelos cacheados mexem-se um pouco quando um carro passa lá fora. Percebo que foi apenas a luz que causou essa impressão. A luz dos faróis iluminam o quarto e logo o escuro volta. Após a luz repentina, meus olhos demoram um pouco para se re-acostumar à escuridão.
  Não deveríamos nos acostumar. A esse mundo podre, quero dizer. À essa falta de certeza, falta de razão para as coisas. Somos emocionais demais. Somos levados pelo nosso coração. Quebrado, destruído coração, ainda tomando nossas decisões. Não deveríamos nos acostumar. Forço-o a levantar a cabeça quando posso enxergar novamente, e seus olhos estão fechados. Ele finge dormir. Por quê? Que perguntas ele acha que farei?
    –In a champagne supernova in the sky…
  Ouço sua risada. Escapa de seus lábios e ele parece tentar segurá-la. Abre os olhos e encontra o meu olhar, encontra meus carentes olhos.
    –  Adoro quando você canta. Especialmente Oasis.    –  Eu adoro quando você finge dormir.    –  Você nunca me viu dormindo antes de hoje.
  Na verdade, vi sim. Duas semanas atrás. Entrei devagarinho em seu quarto, pulando a janela que ele sempre deixava aberta, e deitei. Acho que foi a maior loucura que já fiz. Sentia-me terrivelmente sozinha e não se pode exatamente julgar alguém solitário na madrugada. Os seus olhos, então fechados, mandavam-me sensação de paz, mandavam-me calor. Parti pela manhã.
    –  Não mesmo.    –  Então?
  Ouço minha risada ecoando e percebo o quão errado é rir nesse momento. Cerro os dentes e sinto-os beliscando a pele mole de dentro do meu lábio inferior, resgatando as feridas que já abri em outra vez. O gosto de sangue me embriaga enquanto sinto seus dedos novamente caminhando por minhas costas. O mundo pára por alguns segundos e admiro seu olhar pousando em mim, seus olhos percorrendo meu corpo magro com desejo, quase tristeza. Bem, eu estou triste também.
  Sabemos o que isso renderá. Corações partidos, almas quebradas, estilhaçadas. E ninguém juntará nossos cacos no chão. Estou lacrimejando. Mentira. As lágrimas já escorrem. Ele não percebe.
  Na verdade acho que nenhum de nós percebe.
    –  Não quero partir. – eu sussurro, minha voz soando extremamente quebrada por causa do choro repentino e da verdade das palavras.    –  Então não vá.
  Não possuo respostas para seu pedido dolorido, para seu pedido atormentado. Sinto meus dedos agarrando-se ao seu peito, machucando-lhe a pele, percebo, quando ele geme, e meus olhos pousados em seus lábios de repente arregalam-se em desespero. Nenhum de nós jamais desejou nada disso para nenhum de nós. Não quero partir e essas palavras são incrivelmente simples para demonstrar tudo aquilo que me corrói por dentro. Não deveríamos esperar nada mais, nada menos. Não deveríamos esperar nada, mas esperamos. Não deveríamos sentir nada, mas sentimos. Nossas lágrimas caem quando não devem cair e rimos quando nossos lábios deveriam estar selados. 
  Partimos quando devemos ficar.
  As lágrimas que escorrem logo tornam-se soluços, mas não sinto braços ao meu redor, nenhuma palavra a me confortar. Levanto meus olhos, interrompendo o choro, e percebo que ele dorme. Os olhos delicadamente fechados, seu hálito me tocando a face em sua respiração suave. Aconchego-me nele, puxando os cobertores até meu queixo, sentindo o calor vindo de seu corpo aquecer-me mais do que os lençóis. 
  E então ele me beija o topo da cabeça; não estava dormindo. E não percebi que fingia. Ele sabe que não irei embora, ele sabe que basta alguns gestos para me possuir para todo o sempre. Mesmo que esse sempre signifique apenas algumas horas.
  Ao fechar meus olhos, peço aos céus que possa abrí-los mais uma vez pela manhã. Tem sido minha oração durante todas as noites.
  Que eu possa acreditar que terei um amanhã. Um amanhã para ler livros e fazer filhos e amar. Amar acima de tudo.
    –  In a champagne supernova in the sky… – ele canta e adormeço. Nunca vou saber se acordarei pela manhã. Tudo parece tão escuro e sem forma…

Hannah Schröer

  Ele me impede de comentar qualquer coisa. Vi seus olhos enegrecidos pela falta de luz, seus cabelos cacheados e seu hálito fresco roça em minha face. Ele sorriu. Sorriu um sorriso estranho, quase cruel. Ele parecia saber o que eu estava pensando e isso me assustava mais que qualquer coisa. Aquela telepatia que fingíamos ter mas a dele parecia real.

    –  Você vai ir embora pela manhã, não vai? – ele me pega de surpresa.

  É óbvio que vou. Preciso.

    –  Não.
    –  
Por que mente na minha cara?
    –  
Se você sabe a resposta, por que pergunta?

  Ele roça os dedos em minhas costas, seguindo  o caminho de minha coluna vertebral, cada osso de meu frágil e magro corpo sentindo seus fortes e ágeis dedos. Sinto um profundo arrepio, sinto meus pelos eriçados, meus cabelos esparramados pela cama enquanto minha cabeça repousa em meus braços, o lençol tapando apenas minhas pernas. Ele havia dito algo, mas acho que não ouvi.

    –  O quê?
    –
  Eu disse que você parece estar com frio.

  Ele muda de assunto. Como se o fato não fosse o suficiente importante para que conversemos. Dormimos juntos por causa dele, o assunto. Senti cada extremidade minha clamando por seu corpo enquanto eu ainda tinha tempo. Espasmos, arrepios e suspiros enquanto nosso cheiro se misturava. Eu vi lágrimas brilhares em seus olhos e percebi que era uma péssima ideia. Tudo aquilo era uma terrível ideia.

  Chega uma hora em que a realidade te derruba. Acho que é coisa de artista. Passamos anos nos convencendo de que a vida é completamente diferente, passamos anos nos convencendo de que há um motivo por trás disso tudo, de que esses motivos nos levam a um lugar melhor, de que há algo melhor lá pra frente. Mas é tudo mentira.

    –  Não faço a menor ideia do que estou fazendo aqui. – eu sussurro, olhando-o nos olhos.

  Ele acena com a cabeça e coloca uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha. O mínimo toque me arrepia. Sinto meus olhos brilharem com lágrimas e ele suspira.

    – Quem é que tem?
    –  
Eu sei. Mas eu queria ter certeza de alguma coisa. Certeza de que na semana que vem—
    –
  Pare. – ele me interrompe e baixa os olhos.

  Ele continua negando. Minha falta de certeza o massacra, o rasga por dentro, eu sei disso. Mas que culpa eu tinha? Não eu. Não ele. Não havia culpa, não havia certeza, não havia nada. Eu estava perdida em um mundo que não me conhecia, não me entendia. Ele também. Seus cabelos cacheados mexem-se um pouco quando um carro passa lá fora. Percebo que foi apenas a luz que causou essa impressão. A luz dos faróis iluminam o quarto e logo o escuro volta. Após a luz repentina, meus olhos demoram um pouco para se re-acostumar à escuridão.

  Não deveríamos nos acostumar. A esse mundo podre, quero dizer. À essa falta de certeza, falta de razão para as coisas. Somos emocionais demais. Somos levados pelo nosso coração. Quebrado, destruído coração, ainda tomando nossas decisões. Não deveríamos nos acostumar. Forço-o a levantar a cabeça quando posso enxergar novamente, e seus olhos estão fechados. Ele finge dormir. Por quê? Que perguntas ele acha que farei?

    –In a champagne supernova in the sky…

  Ouço sua risada. Escapa de seus lábios e ele parece tentar segurá-la. Abre os olhos e encontra o meu olhar, encontra meus carentes olhos.

    – Adoro quando você canta. Especialmente Oasis.
    –  
Eu adoro quando você finge dormir.
    –  
Você nunca me viu dormindo antes de hoje.

  Na verdade, vi sim. Duas semanas atrás. Entrei devagarinho em seu quarto, pulando a janela que ele sempre deixava aberta, e deitei. Acho que foi a maior loucura que já fiz. Sentia-me terrivelmente sozinha e não se pode exatamente julgar alguém solitário na madrugada. Os seus olhos, então fechados, mandavam-me sensação de paz, mandavam-me calor. Parti pela manhã.

    –  Não mesmo.
    –  Então?

  Ouço minha risada ecoando e percebo o quão errado é rir nesse momento. Cerro os dentes e sinto-os beliscando a pele mole de dentro do meu lábio inferior, resgatando as feridas que já abri em outra vez. O gosto de sangue me embriaga enquanto sinto seus dedos novamente caminhando por minhas costas. O mundo pára por alguns segundos e admiro seu olhar pousando em mim, seus olhos percorrendo meu corpo magro com desejo, quase tristeza. Bem, eu estou triste também.

  Sabemos o que isso renderá. Corações partidos, almas quebradas, estilhaçadas. E ninguém juntará nossos cacos no chão. Estou lacrimejando. Mentira. As lágrimas já escorrem. Ele não percebe.

  Na verdade acho que nenhum de nós percebe.

    –  Não quero partir. – eu sussurro, minha voz soando extremamente quebrada por causa do choro repentino e da verdade das palavras.
    –  
Então não vá.

  Não possuo respostas para seu pedido dolorido, para seu pedido atormentado. Sinto meus dedos agarrando-se ao seu peito, machucando-lhe a pele, percebo, quando ele geme, e meus olhos pousados em seus lábios de repente arregalam-se em desespero. Nenhum de nós jamais desejou nada disso para nenhum de nós. Não quero partir e essas palavras são incrivelmente simples para demonstrar tudo aquilo que me corrói por dentro. Não deveríamos esperar nada mais, nada menos. Não deveríamos esperar nada, mas esperamos. Não deveríamos sentir nada, mas sentimos. Nossas lágrimas caem quando não devem cair e rimos quando nossos lábios deveriam estar selados.

  Partimos quando devemos ficar.

  As lágrimas que escorrem logo tornam-se soluços, mas não sinto braços ao meu redor, nenhuma palavra a me confortar. Levanto meus olhos, interrompendo o choro, e percebo que ele dorme. Os olhos delicadamente fechados, seu hálito me tocando a face em sua respiração suave. Aconchego-me nele, puxando os cobertores até meu queixo, sentindo o calor vindo de seu corpo aquecer-me mais do que os lençóis.

  E então ele me beija o topo da cabeça; não estava dormindo. E não percebi que fingia. Ele sabe que não irei embora, ele sabe que basta alguns gestos para me possuir para todo o sempre. Mesmo que esse sempre signifique apenas algumas horas.

  Ao fechar meus olhos, peço aos céus que possa abrí-los mais uma vez pela manhã. Tem sido minha oração durante todas as noites.

  Que eu possa acreditar que terei um amanhã. Um amanhã para ler livros e fazer filhos e amar. Amar acima de tudo.

    –  In a champagne supernova in the sky… – ele canta e adormeço. Nunca vou saber se acordarei pela manhã. Tudo parece tão escuro e sem forma…

Hannah Schröer

“ Aos filhos que nunca terei,
e aos livros que nunca lerei:
Eu acredito no amanhã. ”

Maurício, olhe em meus olhos. Reflita-se em meu olhar e deixe-me enxergar-te pela última vez, entregar-me a ti uma última vez, chorar em teus braços e soluçar pedindo-te um amor que na verdade já era meu. Sempre fomos um do outro, e sempre tivemos medo de nos perder sendo que já estávamos perdidos. Mas eu te encontrei, Maurício, e não te largo mais. Se é coma como querem chamar, que chamem. Era você, amor, era você segurando-me os braços e pedindo com voz suave um “fica mais um pouco”. Querias me matar mais uma última vez antes de me mandar embora. Não podias me perder, assim como eu não te posso perder.

Não chore, Maurício.

─ Hannah Schröer ─
eutededico:

“It is not necessary to say that you were an entire chapter on my trip. It is also unnecessary to say that you are part of my life now.I hope your time here was and will be as good as it can be.I will certainly miss your jokes, even though sometimes they were “not funnyy”. I’ll miss trying to calm you down the times you got mad so easily. I will miss you.I will see you soon. You are part of my life now, for I cannot forget the time we spent together.As if your time here was your piece of the wild, enjoy every second you have, for they will never be washed out of your memory.Daniel”
tradução da leitora:(Não é necessário dizer que você foi um capítulo inteiro da minha viagem. Também é desnecessário dizer que você é parte da minha vida agora.Eu espero que seu tempo aqui tenha sido e seja tão bom quanto possível.Eu certamente sentirei falta das suas piadas, ainda que às vezes elas não fossem engraçadas. Sentirei falta de tentar te acalmar quando você se irritou tão facilmente. Eu sentirei a sua falta.Eu vou te ver em breve. Você é parte da minha vida agora, porque eu não posso esquecer o tempo que passamos juntos.Como se o seu tempo aqui você o seu pedaço do mundo selvagem, aproveite cada segundo que você tem, porque eles nunca serão apagados da sua memória.Daniel)

>Into the Wild . Jon Krakauer
>Enviada por Lívia Souza (coleção particular)
>Ela conta: Quando fiz intercâmbio, conheci um cara de quem fiquei muito próxima. Durante os três meses em que convivemos quase que diariamente, ele estava lendo Into the wild, e, depois de ter assistido ao filme, fiquei com vontade de ler também. Insistia pra que ele me emprestasse, o que nunca aconteceu. No dia da partida dele (eu ainda teria mais um mês por lá), passamos a tarde juntos. Ele colocou “um presente” na minha bolsa, mas disse que eu só poderia abrir depois que nos despedíssemos. Na volta, a caminho de casa, encontrei o livro (o dele, mesmo, e não um novo) e essa dedicatória. Quase morri de tanto chorar dentro do metrô.

eutededico:

“It is not necessary to say that you were an entire chapter on my trip. It is also unnecessary to say that you are part of my life now.

I hope your time here was and will be as good as it can be.

I will certainly miss your jokes, even though sometimes they were “not funnyy”. I’ll miss trying to calm you down the times you got mad so easily. I will miss you.

I will see you soon. You are part of my life now, for I cannot forget the time we spent together.

As if your time here was your piece of the wild, enjoy every second you have, for they will never be washed out of your memory.
Daniel”

tradução da leitora:
(Não é necessário dizer que você foi um capítulo inteiro da minha viagem. Também é desnecessário dizer que você é parte da minha vida agora.

Eu espero que seu tempo aqui tenha sido e seja tão bom quanto possível.

Eu certamente sentirei falta das suas piadas, ainda que às vezes elas não fossem engraçadas. Sentirei falta de tentar te acalmar quando você se irritou tão facilmente. Eu sentirei a sua falta.

Eu vou te ver em breve. Você é parte da minha vida agora, porque eu não posso esquecer o tempo que passamos juntos.

Como se o seu tempo aqui você o seu pedaço do mundo selvagem, aproveite cada segundo que você tem, porque eles nunca serão apagados da sua memória.
Daniel)



>Into the Wild . Jon Krakauer

>Enviada por Lívia Souza (coleção particular)

>Ela conta: Quando fiz intercâmbio, conheci um cara de quem fiquei muito próxima. Durante os três meses em que convivemos quase que diariamente, ele estava lendo Into the wild, e, depois de ter assistido ao filme, fiquei com vontade de ler também. Insistia pra que ele me emprestasse, o que nunca aconteceu. No dia da partida dele (eu ainda teria mais um mês por lá), passamos a tarde juntos. Ele colocou “um presente” na minha bolsa, mas disse que eu só poderia abrir depois que nos despedíssemos. Na volta, a caminho de casa, encontrei o livro (o dele, mesmo, e não um novo) e essa dedicatória. Quase morri de tanto chorar dentro do metrô.

“ Depois, cantou “se mil vezes você me deixar e voltar, eu aceito… ”

─ Drummond (via olhosumidos) ─

Bilhete em cima do travesseiro

Bom dia, bebê. Está chovendo lá fora e você sabe o quanto adoro enlamear as botas. Você estava linda demais para que eu te acordasse, mas me permiti te dar um beijo leve na testa. Saí, vou levar teu livro preferido pra ler, só para você sentir minha falta ao dobro. Prometo que cuido bem dele.

PS= Se o bilhete voar e você o encontrar semanas depois do acontecido, peça desculpas por ter gritado comigo por causa da lama. Eu te amo.